terça-feira, 11 de setembro de 2012

Desabafo II

     Bom, vim desabafar. Estou passando por uma situação dificil, assumi meu namoro pra minha familia, e lendo o post que eu escrevi como foi que me assumi dá pra imaginar o clima aqui em casa.
    Eu queria entender o porque a homossexualidade ainda é um tabu para algumas pessoas.
    Primeiramente eu acho que eu nunca disse aqui no blog o porque eu tenho especialmente esse blog, um voltado ao orgulho gay.
    Minha familia sempre foi bem preconceituosa em relação à isso, ou seja, fui criada em um ambiente preconceituoso, até brinco as vezes que eu vim pra pagar a lingua, um termo que eles tem aqui em casa é que se a criança tem um lado mais masculino (se for menina) ou feminino (se for menino) não concordo com isso, não acho que é quando a criança demonstre um lado mais assim já que existem mulheres que gostam de futebol e maquiadores super conceituados e nem por isso homossexuais, pra mim isso é puro machismo.
    O real motivo de'u ter esse blog é porque EU TENHO ORGULHO DE SER GAY. No começo minha auto-aceitação não foi fácil, - nenhum pouco- pelo fato de ter sido criada no ambiente em que eu vivia, mas acho que apartir do momento em que você tem convicção do que você gosta e o que você quer fica mais fácil. Acho que pra dar orgulho a gente tem que sentir orgulho do que somos. Claro que, em algumas familias isso é mais dificil, inclusive na minha - Eu sempre tento ver o ladso da familia, sabe é importante a empatia, assim como para nós (gays) não é fácil sair na rua e ficarem te olhando e julgando "olha, ela é sapatão" tambem não é facil para os nossos pais, mas não justifica o comportamento estupido de alguns deles, porque apartir do momento que sua mãe diz "parabens filha, pô deve ser bem dificil tenha orgulho de si porque enfrentar preconceito não é fácil" fica mais fácil cara, bem mais.
Ontem eu estava dando "uma aula" na minha sala, porque eu ainda estudo -risos- e dá pra ver que ainda existe MUITO preconceito, e tem uma puta diferença entre OPÇÃO e ORIENTAÇÃO mas as pessoas não entendem isso, incrivel, incrivelmente ridiculo.
    Bom, como eu contei tudo pra minha familia quem mais me surpreendeu foi minha mãe, ela foi a quem menos julgou, na verdade ela até aceitou numa boa, já que o resto da familia ja tinha feito o favor de me julgar, risos. Ela até gostou da minha namorada! Ela disse que o fato de eu ser gay, não ia me fazer mais filha ou menos filha, gostei muito quando ela disse isso.
    A minha aparencia é de quase um menino, alguns até chegam a perguntar se sou um, mas me visto assim porque eu me sinto bem, nunca fui dessas que gostavam muito de se maquiar, isso não quer dizer que eu deixo de ser feminina. Acredito que não seja forma de vestir, não é sua sexualidade, não é sua cor, não é seu cabelo, ou qualquer outra coisa que a sociedade usa pra rotular as pessoas que fazem o carater, é o que tem ai dentro, é o conteúdo que você carrega, e eu de verdade gostaria MUITO que a sociedade entendesse isso. Orgulhe-se do que você é, porque se você não se orgulhar nem se amar ninguém vai fazer isso por você. Tenha certeza que você é muito mais homem/mulher por se assumir quem você é e sofrer tanto preconceito dentro e/ou fora de casa.
    "Você tem o direito de falar o que pensa mas não tem o direito de julgar quem não conhece"

domingo, 26 de agosto de 2012

O esteriótipo entre os meninos.



     Fui questionado pelo meu pai, em mais uma de nossas conversas sobre minha orientação sexual, a seguinte questão: ''Filho, você jogou bola, assiste futebol, é fanático pelo seu time, sempre frequentou lugares sem homossexuais, fez natação, joga video-games com jogos violentos, ouve rock igual a mim e gosta de lutas; como você pode ser homossexual e me explicar que isso não é uma fase?'' - um tanto quanto intrigante, não?

    Não creio que seja uma questão simples para nossos pais que tiveram uma criação em uma geração diferente que a nossa, por isso, temos que tentar adaptar nossa linguagem e ideias para convence-los. Quando meu pai me questionou isso, eu poderia ter arregalado os olhos e encarado com um jovem que sabe que isso é algo normal, mas até mesmo os mais jovens hoje tem uma ideia errada de como é ser um garoto homossexual.

    Todos veem garotos homossexuais como verdadeiros pequenos carros alegóricos, cheios de purpurina, aonde nunca param e também nunca querem cessar as coisas que mais gostam; uma vida sem limites. Quando isso é só mais um esteriótipo criado por nossa sociedade e infectado com a mídia. Quantas novelas retrataram um homem homossexual sem ser um cabeleireiro, designer de moda ou empregado particular de uma madame podre de rica e esnobe? A maioria dos diretores destas novelas tem o argumento - ''Queremos integrar os homossexuais na história para mostrar que é algo normal na nossa sociedade ainda homofóbica'' - mas acabam por passar uma imagem estereotipada e que faz alguns terem ideias erradas do que é ser homossexual.

    Eu tenho 16 anos de idade e me chamo Renan Hideyoshi, e respondi meu pai que tem 60 anos desta forma: ''Pai, o senhor pode tentar colocar justificativas para seda-lo da dor de saber que tem um filho homossexual, mas isso não é de hoje e nem de ontem. Eu fiz todas estas coisas porque, de fato, gosto de cada uma delas. Para que eu seja homossexual, eu não preciso afinar minha voz, ter uma vida sem limites e andar rebolando, isso foi uma imagem errada que lhe passaram. Basta ser eu mesmo, amando uma pessoa do mesmo sexo'' - sempre estive seguro de minha resposta, afinal, namoro um menino no qual amo muito e enfrento tudo por ele, inclusive a distância. E desde pequeno, sabia que eu gostava de outros garotos, mas isso é assunto pra outra postagem.

   Você muitas vezes será julgado, garoto, se for homossexual e algumas vezes surgirão comentários se você é como eu: ''Cara, você é o gay mais macho que eu conheço'' - seus gostos podem definir algumas ideias e ideais, porém não interfere em sua orientação sexual completamente.

Querem ter uma ideia de como orientação não define gostos, aparências e afins? Vejam esse documentário que deveria ser mais um daqueles a passar em Rede Aberta:


Somos únicos, diferentes, nossa semelhança é apenas uma: amamos.

Arigato gozaimasu

sábado, 25 de agosto de 2012

Orientação sexual ou opção sexual?



      Quando nascemos, não sei porque diabos pré-determinam que sejamos hetero mesmo assim você não opta ser hetero, pré-suponho, porque é o ‘normal’, mas o que é normal pra mim pode não ser normal pra você, acho que não tem um conceito de “certo, errado, normal” absoluto.

       Opção sexual, logo quando alguém diz OPÇÃO é algo que você opta, ou deveria ser isso, no contexto... Bem, é diferente você se sentir atraído por uma pessoa e ficar com ela por ficar, já é outra coisa você gostar de verdade da pessoa, e botar a cara na sociedade e se assumir por isso, existe gente que opta ser bissexual por exemplo, optar é diferente de você ser ‘uma coisa’.

        Já a orientação sexual é quando você nasce com aquilo, porque creio eu que ninguém vai meter a cara na sociedade e ir falar que é homossexual apenas pra sofrer preconceito, seria meio sem lógica. Discordo com a teoria do modismo, eu acho que diferente de moda, o homossexualismo tem sido um pouco mais aceito e então as pessoas se sentem mais à vontade para poder se ‘revelar’ digamos assim. Embora o pré-conceito seja grande ainda, está mais aceita, digamos.

         Bem a finalidade deste post é deixar bem claro para algumas pessoas que existe sim a diferença de optar e ser.

        ...Eu acho que quando se trata desse assunto a maioria das pessoas tem opiniões diferentes... 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012



Caros leitores,

             Voltei com o blog a ativa, irei postar pelo menos uma vez na semana. Eu estava tirando um tempo pra mim, aconteceram algumas coisas e eu estava até fora de casa (risos) estou bem melhor comigo mesma, precisava disso... E enfim...
            Hoje irei falar sobre o homossexual aceito em casa (algumas postagens abaixo eu falei sobre os não aceitos, inclusive falei sobre a minha história).
Conversei com algumas pessoas. And, here go!

            1º Depoimento: Neto Pinheiro, 18 anos. Balneário Camboriú, Santa Catarina.

            Neto diz que, sua experiência no começo se assumindo foi conturbada, “eu sempre fui muito ‘viado’ sabe, nunca nem fiquei com uma mina antes do reveillon do ano passado, mas a primeira vez que eu fiquei com um menino foi com 14 anos (com meu primo)... Hahaha, e tipo eu nunca cheguei nos meus pais e disse "eu sou homossexual" porque eu nunca tinha achado necessário, sabe” Há um ano e meio sua mãe o descobriu, quis bater no mesmo, sua mãe o descobriu deu o prazo de uma semana para ele sair de casa... “ ’Bom mãe se é isso que tu queres, ótimo’ no mesmo dia liguei pra minha avó e pedi pra morar lá um tempo, no dia que eu saí da casa da minha mãe, ela não estava em casa, tinha ido na igreja e eu fui sem me despedir e sem dizer pra onde eu tava indo. Mais ou menos uma hora depois, ela me liga e pergunta aonde eu estou, me ligou chorando, disse que se arrependia e e eu disse que era tarde que eu ia morar com a minha avó e fazer faculdade...” Então sua mãe lhe chama pra morar com ela quase todos os dias que os dois se falam, o resto da família sempre o aceitou bem... Depois ela foi ficando conformada, ela sabe que eu saio pra boates gays todo sábado, e agora eu e ela temos uma relação bem melhor. Eu acho que o amor fraternal sempre vence todas as barreiras do preconceito” ▬ Hoje em dia Neto mora sozinho e sua mãe lhe ajuda dando mandando um pouco de dinheiro para despesas, entre outros.


2º Depoimento: Bom, ela pediu para não dizer o nome, mas é uma garota e tem 16 anos.

“Então, eu sempre tive curiosidade desde pequena, e quando minhas amigas, que sempre foram mais velhas, trocavam de roupa na minha frente eu ficava sem graça de olhar, mas não conseguia evitar, então com 12 anos beijei uma amiga na boate. Não parei mais e meus pais descobriram e ficaram super chateados e desaprovaram, eu era bem nova, mas ate o ano passado eles não sabiam que eu ficava frequentemente com garotas. Me apaixonei por uma garota hetero, me apaixonei por ela e comecei a perceber que eu realmente gostava de meninas, não era bobeira. E eu comecei a contar pros meus pais e eles  ainda não estavam totalmente confortáveis com a situação, e esse ano eles estavam mais abertos em relação a isso... Foi quando eu comecei a namorar a Natalia, e contei mesmo, e assumi ela pra família, e eles aceitam conversam com ela normalmente, minha mãe conhece ela, e é super ‘de boa’.. eles ‘zoam’ bastante com ela e com meus amigos homossexuais, a chamam pra tudo que tem aqui em casa ou pra sair e essas coisas.” Ela diz também que no dia que contou à seu pai que estava namorando “ele ficou calado por um tempo, depois virou pra mim todo animado: ‘Minha filha, é bom que você não fica grávida’” Logo depois ficou uma semana sem dirigir a palavra, depois decidiu ir ao seu quarto e... “ele disse que me amava de qualquer jeito, chorou, e falou que fica orgulhoso pela minha coragem”

3º Depoimento: Edmo, 18 anos.

“Foi quando eu tinha 11 anos. Na época eu tinha um orkut, porém não tinha nenhum familiar "adicionado" era só amigos e etc. Até que um dia minha irmã que é casada foi na casa de uma família que era amiga da nossa. Chegando lá, ela viu minha amiga mexendo no orkut, exatamente no meu perfil, curiosa demais já fez minha amiga sair do pc e começou a futricar no meu perfil e acabou descobrindo... Que eu conversava com garotos e etc. Ela chegou em casa, de fininho e me pegou no orkut, apenas minimizei a janela e fingi que não tinha nada demais até que ela virou pra mim e perguntou: Que história é essa que você é gay? .. Eu sem saída, e como não consigo ficar quieto ou de cabeça baixa quando alguém grita comigo, simplesmente virei para ela e falei: ‘é isso mesmo, eu sou gay! Por quê?’ Ela começou a gritar, falar que eu tinha que gostar de mulher, que isso era uma doença blábláblá. Minha mãe tava de boa, achando que era brincadeira ou que era apenas uma fase. Depois disso minha irmã contou pra cidade inteira e ficamos sem nos falar por 2 anos. Hoje em dia o relacionamento com todo mundo é super tranquilo. Até conto as novidades e as fofocas pra ela.”

Eu sei que para alguns pais, deve ser bem difícil essa situação, pra gente já é, para os pais então... Lidar com fofoca, preconceito e tudo mais. Mas não justifica o comportamento agressivo ou ignorante da parte de alguns... A partir do momento em que você veste a camisa “amo meu filho não importa a sexualidade dele, vou estar sempre ao seu lado” a situação muda por completo, e se torna MUITO mais fácil enfrentarmos o preconceito fora de casa.
            Três pessoas que tem bom relacionamento com os pais me deram o depoimento. Estou muito agradecida com isso, sem eles não seria possível escrever o post.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Desabafo


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Vocês já perceberam que se tratando de relacionamentos gays as coisas podem ser bem mais intensas? Amar se torna uma lei, um vicio, como se a única coisa que precisasse é apenas deixar alguém feliz, aquele alguém que faz seu coração bater mais rápido, o SEU ALGUÉM.
Quando o namoro tem um fim a dor não é diferente, parece que a gente sofre como nunca, como se nada pudesse ser pior. Muitos dizem que somos diferentes, e quer saber? SIM, NÓS SOMOS DIFERENTES. Diferentes por se entregar de verdade, por amar sem medo de ser feliz.
Se ser gay é ser O ''ESTRANHO'' eu tenho todo o orgulho de dizer...
EU SOU E S T R A N H O DEMAIS!


por: L.Portela

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Pré-conceitos





Muitas pessoas escondem a sexualidade de amigos, ou da família por medo da reação que terão. Isso se deve não só ao preconceito, como também aos PRÉ-CONCEITOS. 
Quando alguém se declara HOMOSSEXUAL a imagem que se tem da pessoa automaticamente muda ao ver de outros. Porque algumas pessoas acham que a figura de um GAY sempre vai ter referência em coisas extravagantes, escândalos e polêmicas.  Personalidade é algo que muda de pessoa pra pessoa, independente da opção sexual, ou não.
Ser Gay não é um molde, um padrão. Ser gay é escolher como queremos tocar o nosso futuro, uma escolha assim como qualquer uma que temos que fazer enquanto traçamos nossos próprios caminhos.
Alguém que se diz HÉTERO não é melhor do que um homossexual simplesmente por seguir padrões vistos pela sociedade como corretos. São só escolhas diferentes. E a respeito dos PRÉ-CONCEITOS criados por quem tem uma visão diferente da vida, nós gays poderíamos fazer as mesmas críticas. Como criticar algo que não se conhece? Julgar um livro pela capa, ou simplesmente pelo seu título ‘’EU SOU GAY’’. Estes moldes não se adéquam a nós, assim como não se adequariam a qualquer outro alguém não pertencente ao ambiente gay. 

terça-feira, 27 de março de 2012

Homofobia nas igrejas parte 2


(...)

Temos derivadas de religiões hebraicas duas religiões: catolicismo (católica cristã) e protestianismo (evangélica) são as religiões no qual a maioria das pessoas segue. A sua base cristã é bem parecida.
Como de fato é, podemos ver que o preconceito vem de tempos desde a antiguidade, por alguns costumes e cultura de outros povos foi ficando “mais forte” e assim sendo repassada de geração em geração está ai até hoje, o engraçado é que o ser humano evolui, mas algumas coisas bobas, preconceitos fulos permanecem.
Algumas igrejas chegam à ser hipócrita dizendo que a homossexualidade não é pecado e si o ato homossexual.
“Defender as verdades bíblicas é a razão de ser e de existir da igreja, pois ela é firmada nestas verdades, abrir mão delas é decretar a sua própria falência.” Engraçado, vejo muita hipocrisia na igreja, tanto na católica quanto na evangélica, dizem que devemos seguir a bíblia quando eles mesmos se contradizem. Padres abusando sexualmente de mulheres e crianças, mas padres não deveriam morrer virgens apenas servindo à igreja? Pastores roubando dinheiro, ou melhor, lucrando com o dinheiro das pessoas, dizendo que elas só ‘irão para o céu’ se derem a quantia X de dinheiro... Sinceramente uma vergonha, tampouco é digna de julgar alguém.

 Se Deus nos ama independente de tudo por que a igreja nos condena tanto?

sexta-feira, 9 de março de 2012

Homofobia nas igrejas parte 1





A homofobia nas igrejas começou há muito tempo atrás, assim como várias coisas eram proibidas a homossexualidade era condenada, alias até hoje é.
A homossexualidade vem de muitos anos atrás desde a antiguidade, na Grécia e Roma.
Na Grécia era um ritual; um homem mais velho iniciava a vida sexual adulta do garoto que estava a iniciá-la, o homem seduzia o garoto, se não acontecesse (se o garoto não sentisse interesse a atitude era mal vista socialmente e representava uma grande vergonha para a família do garoto) o mais velho fazia o papel ativo na cama, assim se levava a vida durante dois anos, depois o garoto seguiria com vida adulta ao lado de uma mulher. Esse comportamento era aceito, ou melhor, era tradição e fazia parte da sociedade na época. Já na Roma era um pouco diferente, era permitido somente entre senhor e escravo, onde o senhor era ativo e o escravo passivo, caso acontecesse o contrario era vergonha ao senhor, ou seja, o mesmo seria mal visto na sociedade.
 A homofobia basicamente surgiu pelo fato de os hebreus terem forçado a  abolição de alguns costumes como os que citei, para eles quando o rapaz completasse 18 anos ele tinha por obrigação constituir uma família, dar moradia e conforto a sua esposa. O rapaz não podia segurar seu órgão enquanto urinasse, era visto como pecado na época, ele não deveria segurar para não ser seduzido por seu órgão, pregando que o seu órgão sexual era apenas para reprodução, ou seja, masturbação era proibida.
A homofobia começou basicamente quando os hebreus decretaram que a homossexualidade deveria ser púnica com apedrejamentos e até mesmo a morte ao parceiro ativo sendo que ele desperdiçava o sêmen que deveria ser depositado no útero da mulher. Essa ideologia foi escrita várias vezes em vários locais, um deles é a bíblia que é uma das maiores armas contra a homossexualidade. Principalmente acusações de pratica de sexo envolvendo animais (zoofilia) e orgias, eram envolvidos também textos sobre Sodoma e Gomorra.
O termo Sodoma foi muito utilizado na Santa Inquisição, na idade média, para punir com morte as pessoas que mantinham relação sexual com um individuo do mesmo sexo. 

(...)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O homossexual no mercado de trabalho




Bom, preconceito em pleno século XXI é o que mais existe quando se é tratada fora de casa, ainda mais com nós homossexuais.
Emprego: todos precisamos, mas quando nos vestimos diferente, falamos diferente, agimos diferente, e temos uma personalidade diferente, somos os principais alvos de piadinhas e discriminação. Saúde boa, capacidade de aprender e repassar o que sabemos por que o preconceito?

O mercado de trabalho está muito competitivo, nem sempre podemos escolher onde trabalhar, com o que trabalhar, já perdemos para quem tem experiência principalmente os jovens que nunca trabalharam.

“Permanece a recusa de alguns empregadores em aceitar os homossexuais no seu quadro de colaboradores, baseados apenas nas justificativas de que possam envergonhar ou até mesmo prejudicar a imagem da empresa.” Envergonhar a imagem da empresa é quem tem o cérebro do tamanho de uma ervilha pra falar isso, envergonhar é quem não sabe lidar com as diferenças, lidar com um padrão só, isso é vergonha.

O diferente não devia ser estranho, e sim, instigante! Não para todos seguirem o homossexualismo como se fosse uma regra ou obrigação, mas sim para respeitarem. Para se colocarem no lugar de todos nós e parar pra pensar o que passamos e sofremos com o preconceito, que cresce cada dia mais.

Homossexualismo não devia ser um empecilho no trabalho, até porque, trabalho é uma área profissional e cada qual deve agir da forma correta. O que o pessoal de cada ser humano tem a ver com o trabalho? Desde que não atrapalhe o trabalho, não há mal nenhum. O mal está na cabeça de cada hipócrita, de cada pessoa que não consegue enxergar uma outra realidade, a não ser a sua própria.

Já vi pessoas esconderem sua sexualidade para conseguir emprego, agora, que país é esse? Onde as pessoas vivem numa sociedade hipócrita, fingem o que não são apenas para se encaixar no padrão da sociedade que por acaso, ainda convive e põe em prática tanto preconceito e discriminação. Ainda assim, quando descobrem sobre a sexualidade das pessoas por mais que seja um bom trabalho demitem a pessoa, ai vem e os direitos? E a leis voltada à nós? A principio foram feitas para serem seguidas. Mas só foram feitas mesmo, num país onde nem as autoridades, e pessoas de cargos considerados "superiores" as seguem.

“Todo mundo pode ser um bom profissional em sua área, não importa o que você é ou como você é, o gay pode ser perfeitamente o melhor profissional de uma empresa. O mercado acaba selecionando os melhores profissionais pelo resultado obtido e não pela sexualidade. Infelizmente, é preciso enfrentar o preconceito na hora da contratação e, muitas vezes, no ambiente de trabalho. É um desafio a mais para o profissional homossexual encarar. Todos temos os mesmo direitos e o mercado de trabalho está aí para todos, difícil sim, mas não impossível.”

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Casamento gay.




Casamento gay, legalizado no Brasil... Foi legalizado por que em outros países estava sendo legalizado ou porque era necessário? Foi como a escravidão, abolida porque era necessária? Bem, vamos ver...

“Desde 2001, na Holanda, os direitos de casamento valem para todos os cidadãos – as palavras homo e heterossexual nem são citadas pela lei.” – Parece que a Holanda foi o primeiro pais a legalizar, logo depois veio a Bélgica, Canadá, Massachusetts (um estado americano), França, Buenos Aires. (...)
Legalizado no Brasil, dia: 06/05/2011 o casamento homossexual foi legalizado com o objetivo de além de oficializar, dar os mesmos direitos de um casamento heterossexual: divorcio, pensão, herança, previdência, separação incluindo a comunhão de bens.

Como a religião se comporta quanto à isso:
Catolicismo: “ Em 2 mil anos de história, a Igreja Católica tornou-se uma perita em humanidade. E entendemos como complicada a entrega total entre dois indivíduos do mesmo sexo. A pessoa do homossexual pode ser feliz? Achamos difícil”, diz dom José Benedito Simão, doutor em moral e bispo - auxiliar da Arquidiocese de São Paulo.”
Evangelismo: “A decisão fez com que o pastor “Silas Malafaia” movesse seus devotos a enviar e-mails contra o movimento.”

Agora por que a igreja tem que interferir em algo? Claro que se a pessoa gosta da outra independente o sexo ela vai ser feliz com a pessoa, o que importa e o que MUITOS esquecem é o SENTIMENTO. Isso não só num relacionamento homossexual, quantas vezes já vi pessoas com outras apenas por beleza, dinheiro, comodidade? Isso num relacionamento heterossexual, assim alguém consegue ser feliz? Cadê a felicidade do ser humano? Tanta gente movida pelas opiniões do mundo e quase ninguém é feliz hoje em dia, não assim.

A maioria dos países árabes condena o relacionamento homossexual, sendo tratados como “sub-animais” “sem direitos” são penalizados por prisão. Na áfrica também a punição não fica muito atrás, rolou um vídeo pela internet (acredito que muitos viram) sobre um cara que era gay, eles o penalizaram batendo, e logo depois carbonizando o rapaz. Mais uma vez somos punidos por mostrar o que somos não por agir/ser do modo que o mundo espera.

Mesmo existindo certas leis... elas não são devidamente respeitadas e nem tem o valor que deveriam ter... Por que, assim como há pessoas que desprezam os homossexuais, também desprezam qualquer coisa que seja ligada a eles.

A questão é: só queremos ser felizes, sem distinção de sexo, sexualidade, nacionalidade, etnia, religião. O começo de tudo e que o ser humano esquece, é o respeito, o meu espaço termina onde o do outro começa.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Orgulho de ser gay





                                      LBGT muita gente não sabe o que significa antes o que era GLS, agora é:    Lésbicas Bissexuais Gays Transexuais.

Somos diferentes? Pra sociedade parece que somos para alguns parece até que é doença, à ponto de sermos vítimas de violência... -  Ignorância, preconceito, violência, homofobia...sinceramente, disso a sociedade deveria ter vergonha, e parar de se preocupar com quem não está fazendo nada para prejudicar o próximo. Cada um tem livre arbítrio então, para que se interferir em algo que nós mesmos não escolhemos?
Não é preciso mudar, mas sim se adaptar, aceitar, ou ao menos respeitar... à educação tem que ser mútua, nada além disso.
Ser gay não é vergonha nenhuma, pelo contrario, é questão de orgulho, acho que pra um cara se assumir gay na sociedade como está hoje, ele é muito mais “macho” que muito homem por ai, por bater o peito e dizer “sou gay”.
Uma garota se assumir lésbica é muito mais mulher por assumir do que ficar ‘no armário’ 'pegando' as garotas pelos cantos.
Como é gostar de uma pessoa do mesmo sexo? É do mesmo jeito que vocês héteros pensam, temos sentimentos iguais vocês: amamos, sofremos, recomeçamos... E assim até achar alguém que gostamos de verdade, amamos e achamos que valha a pena seguir uma vida com essa pessoa.
Orgulho? Lógico que temos afinal cada um deve ter orgulho do que é! Enfrentar a sociedade e se meter a cara a enfrentar preconceitos, na minha opinião somos muito mais corajosos do que esses caras que se acham o “machões” que metem o pau a quebrar a cara dos “gayzinhos” que “são gays porque querem” e acham isso lindo, o que na verdade a sociedade meio que apóia, quando é a pena de quem bate em homossexual? Dois meses? Quanto é a fiança? 100 reais? Muito fácil, muito bonito, vergonha de você sociedade, precisamos mudar MUITO!

Bater em um homossexual não vai fazer com que ele goste/vire heterossexual, afinal não é questão de escolha.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Por que a maioria dos homossexuais tem medo de se assumir aos pais?




Se assumir ou não?! Antes dos 18, obrigação dos pais manterem os filhos em casa, ou seria certo?! As vezes se assumir não é algo tão ruim, alguns pais aceitam os filhos, muitas vezes nem tanto.

Muitos tem medo de se assumir ou sair do armário por preconceito que ouvem no dia-a-dia, comentários vindo dos pais. Muitos não se assumem antes dos 18 ou às vezes os pais descobrem antes, a vida vira um inferno. Alguns pais acham que “é questão de fase” outros simplesmente não aceitam, isso leva com que expulsem os filhos de casa ou até mesmo que batam, castiguem...
Cadê o amor incondicional? E a parte: aceito meu filho como ele é? Muito fácil dizer: “respeito os homossexuais” quando eles não estão dentro da sua casa. Algumas vezes eles tem esse comportamento por medo de que o filho sofra preconceito fora de casa, mas bem... não seria mais fácil bater no peito e dizer que está com o filho pro que der e vier? Ou seria apenas decepção? Medo do que as outras pessoas iriam dizer?

Vou contar como eu ‘me assumi’:
–  Eu tinha 14/15 anos não me lembro ao certo, quando minha mãe DESCOBRIU, não contei, rs. Foi complicado porque ela viu um papel (pelo menos não saiu da boca de alguém necessáriamente, acho que para os pais é mais difícil assim), ela chegou em mim e perguntou, bom era um daqueles 'msn' de sala, no qual falava de uma guria que eu ficava, bem... Foi horrivel né?! Ela brigou, chorou, na verdade eu me senti um lixo, não é legal fazer a mãe chorar, nessas ela chamou minhas tias, que ficaram horrorizadas, pelo fato de eu ter sido criada na igreja e nunca ter tido um comportamento masculino...
Me ameaçaram demais, falaram que me deixariam de castigo, que eu iria parar de sair... Me fizeram prometer que eu viraria 'hetero'.
Mentira que virei hetero porra nenhuma, sempre na escola eu pegava e assim se sucedeu por mais um ano. Bom, foi no dia que bebi, tentei me suicidar... Tenho depressão e não é fácil lidar, e sempre me senti a filha mais jogada, na verdade sempre fui a "ovelha negra" da família, eu estava sofrendo por uma garota (risos) e eu havia saído e tudo mais, bebi que passei da conta, eu chegaria em casa cedo, bem era o que eu havia planejado e prometido para minha mãe, era até eu beber demais, eu chorava, chorava demais, tentei varias vezes me jogar na pista mas sempre me seguravam, até que desisti, 00:00 e eu ainda estava na rua, o que me deixava mais tensa, bom... Cheguei em casa às 3 da manha, minha mãe super preocupada e eu mega bêbada, ela havia achado um rascunho de uma carta que eu tinha feito pra mina e tudo mais, e me perguntou, dai, eu falei tudo que sentia também, entre isso, tivemos várias brigas, falei o que tinha ocorrido durante o tal role, hoje em dia ela sabe de mim, mas não aceita, acha que é fase (quem dera fosse fase) mas a gente se acerta um dia.

Bom, os pais com certeza não estão preparados para enfrentar algo do tipo, visto que, eles educam os filhos de uma forma padrão, para serem seus futuros sucessores seria interessante o governo se mobilizar para fazer palestras, para que não só os pais mas que todos apenas respeitem, em pleno século XXI e um mundo tão globalizado há tanta hipocrisia e preconceito, acho que a partir do momento em que você não está fazendo mal à ninguém “está tudo certo”.

Li isso em um site achei interessante: “Deste modo, eu lhe digo: e agora? E agora, aceite. Acostume-se. Seu filho é o que é, e o que ele é vai muito além de uma extensão sua. Ele não é um robô, não é um projeto. É uma pessoa com desejos próprios. Admire-o por isso. E não apenas "tolere" sua preferência sexual. Respeite-a.”
Aos pais: aceite seu filho como ele é, pois se você criar raiva, um dia pode ser tarde demais para pedir desculpas.

Bom, vi esse vídeo, depoimento de uma mãe, sobre seu filho gay, acho que toda mãe deveria ver, eu chorei muito, achei muito bonito da parte dela, enfim: http://www.youtube.com/watch?v=6n1nYVPQEEA

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Por que tão difícil a adoção de crianças quando os pais são homossexuais?




Bom, acompanhando a mídia, podemos ver que é difícil a adoção, mas por que a dificuldade aumenta quando os pais são homossexuais? Homofobia? Medos que as crianças cresçam com pais e assim se tornem?

O que mais ouço é que quando uma criança convive com pessoas homossexuais ela tem tendência a se tornar homossexual: “não é normal uma pessoa ser lesbica/gay” é normal sim, alias a criança tem que conviver sim ela tem que aprender a lidar com isso desde cedo pra quando crescer não se tornar uma pessoa ignorante e homofobica como muitos por ai.

A adoção, assim como o casamento já é mais comum em outros países.
Pesquisando a fundo sobre o assunto, vi sites brasileiros que falam sobre a adoção aqui no Brasil.

“Fico muito preocupada com crianças adotadas em idades inferiores há 6 anos, pois a criança aprende pelo modelo oferecido. Nesta fase a criança  está elaborando ainda seu complexo de Édipo, seu script de vida, e o papel sexual  tem muita importância neste processo.Não acredito como psicóloga que a criança tenha suporte emocional para entender , o que se passa com ela, e a diferenças das outras famílias tradicionais ( ainda que com pais separados). Falo apenas como profissional, pensando no bem estar dessa criança. Não podemos se somos éticos seres humanos sensatos, negligenciar essa verdade por  mais liberais, por mais relativistas  que a sociedade  seja , temos que admitir que a  criança PODE ficar confusa entrar em conflitos psíquico com a definição dos papeis sociais, sexual e com sua própria  identificação. Outra questão a ser abordada, é que o ser humano é muito tendencioso, podem os pais induzir a criança a comportamentos homossexuais ou bissexual sem que necessariamente a criança seja  por estímulo oferecido causando assim  um sofrimento grande em sua alma  no futuro, que vai desencadear transtornos emocionais irreversíveis e até mesmo sexual.   Acontece com criança que são adotadas por uma família tradicional, porque não aconteceria com casal gay?”  –  Que absurdo cara, a criança pode até ter pais gays, mas se ela não nasceu gay ela não necessariamente vai ser gay. Claro que ela convivendo com um casal gay ela vai aprender a conviver com as diferenças, talvez sofrer preconceito por outras famílias.

Vendo outros sites, vi um até que me deu orgulho de ler:
" 'Em Goiânia temos aproximadamente 550 famílias esperando uma criança para adoção. Se a criança tem à sua disposição uma família de casal heterossexual e outra de casal homossexual, qual vai ser melhor pra ela? Eu recomendo a heterossexual.'
Sem dúvida essa foi uma afirmação extremamente preconceituosa, afinal de contas, a natureza sexual do casal não determina a dinâmica familiar – é fácil imaginar uma família problemática ou desestruturada em que os pais são heterossexuais.
Ao contrário do que muitos pensam, nós psicólogos não temos todas as respostas sobre o comportamento humano. Muito menos em questões atuais e polêmicas como esta. Mas isso não nos dá o direito de responder baseado no “achismo” ou em preconceitos. 
O bacana foi que, mais tarde, me disseram que no dia anterior a mesma aluna havia feito a mesma pergunta à outra psicóloga, que respondeu mais ou menos assim: 'se são um casal feliz e estável, com claras intenções de cuidar e educar o filho e tem condições para isso, então acredito que nada impeça que a criança cresça de maneira saudável'."

O assunto é bem complexo, cada um pensa de uma forma diferente, achei várias coisas legais por aqui sobre o assunto...
Muito legal você sentar e discutir sobre... Postei o que achei mais interessante, e alguns pedaços, espero que tenham gostado.

Bom, aqui está um vídeo de um relato sobre o assunto: http://www.youtube.com/watch?v=Yv1jw16zjqU

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Homossexualidade, para quê implicar se não estar lhe fazendo mal?

Homossexualidade (do grego antigo ὁμός (homos), igual + latim sexus = sexo), refere-se ao atributo, característica ou qualidade de um ser, humano ou não, que sente atração física, estética e/ou emocional por outro ser do mesmo sexo.





Acho bem ridículo como o modo de algumas pessoas tratarem a homossexualidade em pelo século XXI, ainda há preconceitos, acredite e não é pouco.

Auto-aceitação: Acho que é a pior fase, ainda mais quando se é criado na igreja no meio de tantos preconceitos, você tenta se aceitar quando pensa naquela pessoa do mesmo sexo, mas ainda sim, acho que o que pesa nem é tanto o que você pensa sobre você, é o que a família vai dizer...

Machuca tanto você ouvir da sua própria mãe: não é certo, sapatão é coisa do demônio, outras acreditam que é fase, outras dizem que não aceitam, batem nos filhos, e simplesmente... Ameaças de expulsar de casa é o que mais rola. Agora imagina, você já tem que enfrentar o preconceito todo fora de casa, sai na rua e ainda enfrenta mais preconceito... Você se sente desmotivado, palavras, machucam e machucam demais em qualquer situação. É fato que muitos, não se assumem por medo... 
Muitos dos homossexuais em base do que já li, tem tendencia a depressão, por que? O simples fato de se sentir diferente, inútil, incapaz pelo que ouve no dia-a-dia, alias o modo extravagante de alguns é um modo de chamar atenção, de ter a atenção que os pais não dão pelo simples preconceito que há ali no ambiente familiar.

Opção sexual ou orientação sexual?
Vou falar como penso... Na verdade, acho que ninguém opta por escolher sofrer preconceito, alias você já sofre pela pessoa que você gosta, ainda 'escolhe' sofrer por preconceito, opa... Tem algo errado não?! Ninguém escolhe sofrer preconceito, ser diferente da sociedade, acho muito fácil alguns saírem por ai julgando sendo que não passa pelo que o alheiro passa...

Acho que ninguém tem que julgar, o mundo é feito de diferenças, não precisa gostar, só respeitar. 

Bom, eu vi um vídeo, que eu achei lindo, só gostaria de compartilhar:  http://www.youtube.com/watch?v=m1C0WgjHYfo