Caros leitores,
Voltei com o blog a ativa, irei postar pelo menos uma vez na
semana. Eu estava tirando um tempo pra mim, aconteceram algumas coisas e eu
estava até fora de casa (risos) estou bem melhor comigo mesma, precisava
disso... E enfim...
Hoje irei falar sobre o homossexual aceito em casa (algumas
postagens abaixo eu falei sobre os não aceitos, inclusive falei sobre a minha
história).
Conversei com algumas pessoas. And, here go!
1º Depoimento: Neto Pinheiro, 18 anos. Balneário Camboriú, Santa
Catarina.
Neto diz que, sua experiência no começo se assumindo foi
conturbada, “eu sempre fui muito ‘viado’ sabe, nunca nem fiquei com uma mina
antes do reveillon do ano passado, mas a primeira vez que eu fiquei com um menino foi com
14 anos (com meu primo)... Hahaha, e tipo eu nunca cheguei nos meus pais e
disse "eu sou homossexual" porque eu nunca tinha achado necessário,
sabe” Há um ano e meio sua mãe o descobriu, quis bater no mesmo, sua mãe o
descobriu deu o prazo de uma semana para ele sair de casa... “ ’Bom mãe se é
isso que tu queres, ótimo’ no mesmo dia liguei pra minha avó
e pedi pra morar lá um tempo, no dia que eu saí da casa da minha mãe, ela não
estava em casa, tinha ido na igreja e eu fui sem me despedir e sem dizer pra
onde eu tava indo. Mais ou menos uma hora depois, ela me liga e pergunta aonde
eu estou, me ligou chorando, disse que se arrependia e e eu disse que era tarde
que eu ia morar com a minha avó e fazer faculdade...” Então sua mãe lhe chama
pra morar com ela quase todos os dias que os dois se falam, o resto da família
sempre o aceitou bem... Depois ela foi ficando conformada, ela sabe que eu saio
pra boates gays todo sábado, e agora eu e ela temos uma relação bem melhor. Eu
acho que o amor fraternal sempre vence todas as barreiras do preconceito” ▬
Hoje em dia Neto
mora sozinho e sua mãe lhe ajuda dando mandando um pouco de dinheiro para
despesas, entre outros.
2º Depoimento: Bom, ela pediu
para não dizer o nome, mas é uma garota e tem 16 anos.
“Então, eu sempre tive
curiosidade desde pequena, e quando minhas amigas, que sempre foram mais
velhas, trocavam de roupa na minha frente eu ficava sem graça de olhar, mas não
conseguia evitar, então com 12 anos beijei uma amiga na boate. Não parei mais e
meus pais descobriram e ficaram super chateados e desaprovaram, eu era bem
nova, mas ate o ano passado eles não sabiam que eu ficava frequentemente com
garotas. Me apaixonei por uma garota hetero, me apaixonei por ela e comecei a
perceber que eu realmente gostava de meninas, não era bobeira. E eu comecei a
contar pros meus pais e eles ainda não
estavam totalmente confortáveis com a situação, e esse ano eles estavam mais
abertos em relação a isso... Foi quando eu comecei a namorar a Natalia, e
contei mesmo, e assumi ela pra família, e eles aceitam conversam com ela normalmente,
minha mãe conhece ela, e é super ‘de boa’.. eles ‘zoam’ bastante com ela e com
meus amigos homossexuais, a chamam pra tudo que tem aqui em casa ou pra sair e
essas coisas.” Ela diz também que no dia que contou à seu pai que estava
namorando “ele ficou calado por um tempo, depois virou pra mim todo animado: ‘Minha
filha, é bom que você não fica grávida’” Logo depois ficou uma semana sem
dirigir a palavra, depois decidiu ir ao seu quarto e... “ele disse que me amava
de qualquer jeito, chorou, e falou que fica orgulhoso pela minha coragem”
3º Depoimento: Edmo, 18 anos.
“Foi quando eu tinha 11 anos. Na
época eu tinha um orkut, porém não tinha nenhum familiar "adicionado"
era só amigos e etc. Até que um dia minha irmã que é casada foi na casa de uma
família que era amiga da nossa. Chegando lá, ela viu minha amiga mexendo no
orkut, exatamente no meu perfil, curiosa demais já fez minha amiga sair do pc e
começou a futricar no meu perfil e acabou descobrindo... Que eu conversava com
garotos e etc. Ela chegou em casa, de fininho e me pegou no orkut, apenas
minimizei a janela e fingi que não tinha nada demais até que ela virou pra mim
e perguntou: Que história é essa que você é gay? .. Eu sem saída, e como não
consigo ficar quieto ou de cabeça baixa quando alguém grita comigo, simplesmente
virei para ela e falei: ‘é isso mesmo, eu sou gay! Por quê?’ Ela começou a
gritar, falar que eu tinha que gostar de mulher, que isso era uma doença
blábláblá. Minha mãe tava de boa, achando que era brincadeira ou que era apenas
uma fase. Depois disso minha irmã contou pra cidade inteira e ficamos sem nos
falar por 2 anos. Hoje em dia o relacionamento com todo mundo é super
tranquilo. Até conto as novidades e as fofocas pra ela.”
Eu sei que para alguns pais, deve
ser bem difícil essa situação, pra gente já é, para os pais então... Lidar com
fofoca, preconceito e tudo mais. Mas não justifica o comportamento agressivo ou
ignorante da parte de alguns... A partir do momento em que você veste a camisa “amo
meu filho não importa a sexualidade dele, vou estar sempre ao seu lado” a
situação muda por completo, e se torna MUITO mais fácil enfrentarmos o
preconceito fora de casa.
Três pessoas
que tem bom relacionamento com os pais me deram o depoimento. Estou muito
agradecida com isso, sem eles não seria possível escrever o post.
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