domingo, 6 de dezembro de 2015

Transexualidade

Vejo hoje, muito tabu relacionado à transexualidade. Transexuais sofrem muito preconceito, tanto no meio heterossexual quanto no meio LGB-T – o que é assustador, já que lutamos por respeito, e no dia-a-dia modos de sermos inseridos em sociedade sem sofrer preconceito–, mas vejo também, que falta conhecimento e empatia. Através dessa percepção eu decidi entender como é a vivência de pessoas transexuais (não há modo melhor de tentar se colocar no lugar do outro, ouvindo sua própria história), e passar para as pessoas um pouco disso, tentando assim, desconstruir preconceitos. Irei dividir esse tema em algumas postagens, nao decidi quantas ainda.


O que é transexualidade?
"Refere-se à condição do indivíduo que possui uma identidade de gênero diferente da designada ao nascimento e apresenta uma sensação de desconforto ou impropriedade em relação ao seu sexo anatômico, manifestando o desejo de viver e ser aceito como sendo do gênero oposto. Comumente, os homens e as mulheres transexuais optam por transição para o gênero oposto através de intervenção médica (terapia de reposição hormonal e cirurgia de redesignação sexual (CRS)).
Transexualidade na história:
Os primeiros registros de transexualidade foi em meados do século XX, basicamente aceita como uma "síndrome" pelo médico Harry Benjamin, um médico alemão emigrado para os EUA.
A transexualidade era tratada como um transtorno mental, na qual o paciente não se identificava com o sexo anatômico, comparado inclusive com a esquizofrenia, a diferença dada era que na transexualidade não havia nenhum distúrbio delirante. Devido a não haver nenhum registro científico –assim como a homossexualidade–, era considerado uma condição comportamental, acreditava-se na cura através de tratamento psiquiátrico.
A "inovação" da cirurgia de resignação sexual chegou na década de 50, junto dela a possibilidade de uma nova "construção de identidade" sexual, e de obter-se para ela uma sanção social, com direitos referentes: casamento, inseminação artificial, ou de parceria, adoção. Apenas em 1997 o Brasil permitiu que houvesse realização de cirurgias de transgenitalizaçao em pacientes transexuais no país. A intervenção cirúrgica passou a ser legítima no Brasil desde que o paciente apresente os critérios necessários para a realização da mesma e o tratamento siga um programa rígido, que incluí a avaliação de uma equipe multidisciplinar e acompanhamento psiquiátrico por no mínimo dois anos, para a confirmação do diagnóstico de transexualidade."
Através dessa pesquisa eu conclui que ainda hoje, a transexualidade, infelizmente, é tratada como uma doença, um estado comportamental.

Entenda:

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Primeira vez

Então, galera, estou voltando com o blog, e preciso de ajuda quanto à temas, podem mandar sugestão para o ask: ask.fm/vailagay



Bom, resolvi fazer um post com um assunto mais quente, diria, a primeira vez, serve para tirar duvidas, ajudar em algo, ou apenas ler mesmo. Vi que muita gente chega com duvidas no ask do vailagay e então decidi tentar fazer um post para esclarecer duvidas.
A primeira vez ainda é um tabu, ainda mais para o lado homossexual, quando você é hétero tem a "ajuda" dos pais, orientação de como é, como se faz e essas coisas que se ouve e vê por ai, digo, filmes e novelas.
E nós gays? Como se faz? O que devo fazer? Como devo fazer? Será que vai ser bom? Uma duvida que independente de sexualidade é tida.
Bom, pedi ajuda para algumas pessoas para escrever esse post, logo farei baseado em experiencias.

[...] Ah, a primeira vez, a desejada e esperada primeira vez.

Primeiramente, não se preocupe, e não crie tantas expectativas, não vai ser perfeito, e você não precisa saber de tudo, até porque esse é o tipo de coisa que se aprende na pratica, na teoria é uma coisa, na pratica muda, e muito!
Aquela pegada mais quente, aquele beijo intenso seguido de beijos no pescoço e mãos bobas, a curiosidade e o nervosismo, fazer ou não fazer? Bom, acho que primeiramente a pessoa deve sentir vontade, seja com quem for, se quiser fazer, faça, apenas faça sem medo, nao importa o lugar. Tentarei falar um pouco dos dois sexos (o lésbico e o gay, lembrando que não sou sexóloga, apenas uma garota de vinte anos).
Ser virgem não é vergonha, é interessante falar para a pessoa com quem vai ter relação para que talvez, a pessoa tenha um pouco mais de cuidado e calma. É importante, importantíssimo que se sinta à vontade e que tenha uma pre-liminar bem extensa, até para apimentar. É interessante você fazer sexo com alguém que goste, não sei como os demais pensam, mas quando é com alguém que gosta tudo muda, você sente mais vontade de satisfazer a outra pessoa (o que torna tudo mais interessante)
Às garotas; estejam depiladas (ninguém merece aquele tanto de pelos pubianos na boca). Aos meninos; façam a chuca, depilem-se ou aparem seus pelos, os boymagia agradecem. Não se preocupem tanto com a aparência física, é lógico que se a pessoa está ficando com você ela reparou no conjunto, e se ela gostou de você, ela gostou de uma forma geral, se soltem. Uma dica; se masturbem, ajuda muito na hora em que seu parceiro vá te tocar, e até mesmo para ter agilidade e conhecer seu próprio corpo.

Narração I. (Sexo lésbico)



Descobri que estava na minha hora, senti vontade, estava louca para saber como eram os prazeres, os tão bem comentado por amigas, colegas e todos que já houvera tido a experiencia de transar. 
Estava a beijar uma garota, uma garota a qual eu não gostava sentimentalmente, eu gostava de estar com ela, senti-me à vontade de avançar um pouco mais. Ela era como eu gostava, e tinha uma boca gostosa de se beijar. Então estávamos às sós, em casa, vendo um filme, de baixo de cobertas, no sofá. Era dia, e eu já estava a tempos querendo ter aquele momento, então nos beijamos, foi um beijo mais logo, mais intenso, era excitante saber que à qualquer hora alguém poderia chegar e entrar ali, o que deixava tudo mais excitante, e intenso. Então, tiramos a primeira peça de roupa a blusa, beijos iam descendo pelo pescoço e mãos percorriam pelo corpo, em seguida botoes são desfeitos, zipers abertos, beijos que encontravam-se no pescoço percorriam agora no colo dos seios, puxões de cabelo, respirações mais ofegantes era fácil de se encontrar. Eu me sentia perdida, ali, o que deveria fazer? Então tirei suas calças deixando sair também sua calcinha, logo o passe estava livre, então deitei-me do seu lado, beijei-a, comecei a toca-la, desci com meus beijos ate seu seio, e suguei algumas vezes, parti para o outro seio, aquela sensação era ótima, senti-a molhada, o que me estimulava ainda mais. Minha mão percorria todo seu sexo, com facilidade, coloquei um dedo ate que pude ouvir o primeiro gemido, o gemido que ficava mais intenso a cada movimento de vai-e-vem resolvi pelo momento adicionar outro dedo, o que a fez ficar louca, então ajoelhei-me no sofá para ver como era, intensifiquei o movimento diversas vezes, até que a vi com uma expressão de satisfeita, tirei meus dedos e acho que entendi o porque, confesso que tive vontade de colocar minha língua ali, mas fiquei com receio, diria nojo? Eu nunca houvera feito aquilo antes, não sabia como reagir, então apenas deitei ao seu lado, ate que ela tomasse alguma atitude, não sei! Olhei em seus olhos, ali encontrava-se um olhar malicioso, um olhar de quero mais? Então levantou-se, e arrancou a roupa de meu corpo, abusando de meu corpo, naquele momento me senti nas nuvens, senti então um de seus dedos em mim, fazendo o tal movimento, em alguns momentos achei que fosse doer, mas eu estava tão molhada que não senti nada, nada alem de prazer, gemia, ao longo de seus movimentos senti sua língua brincando com meu sexo, dedos foram deixados de lado, aquela sensação era indescritível, eu apertava o braço do sofá e gemia até que, houve uma hora em que eu não sentia minhas pernas, céus, a sensação era boa, diria a melhor! Desde então, foi um vicio que não pude largar.

(L)

Narração II (sexo gay)



Era meu aniversario, estava longe de casa, e namorava a distancia, decidi encontrar com meu parceiro, fomos à boate, curti e muito! Bebidas e algumas outras coisinhas, risos. Ao fim da noite fomos até a casa dele, fui o ativo da relação, fomos até seu quarto, que tinha uma bela vista da cidade, uma cama de casal, em seu quarto havia um móvel de computador, e como um bom fumante tinha também cinzas de cigarro ali, o quarto tinha um aroma de cigarro, no momento até que, agradável, haviam roupas espalhadas no chão, algumas peças, uma gaiola de hamster e um armário onde haviam muitas coisas, e o qual tive que revirar para poder encontrar camisinhas.
No começo senti certo desconforto pelo fato de'u ser virgem por ora fiquei com receio de tomar cheque, confesso que fiquei um pouco constrangido também, a situação em pouco tempo foi revertida, logo ele me deixou à vontade, nos beijamos e começamos a nos acariciar, ficamos nus em pouco tempo, levei-o pra cama e logo ele ficou na posição que achava mais prazerosa, entrei no ritmo, achei-me um pouco mais resistente, mais que até mesmo eu imaginava, acho que algumas coisas que usei durante a festa me ajudou, despreocupei-me. Depois de algum tempo em tal posição meu parceiro ficou com caimbra nas coxas, ou seja, mudamos de posição, na verdade ele aproveitou a deixa para fazer sexo oral, foi bom, até o fim, mas constrangedor pelo fato de eu quase ter gozado em seu olho, fiquei com um pouco de vergonha. Embora a cama fosse um pouco desconfortável, e fizesse um barulho chato, em duas horas conseguimos aproveitar bastante e fazer 5 ou 6 posições. 
(G)

Narração III (sexo lésbico) 


Era minha melhor amiga, ela houvera me chamado para dormir em sua casa, e lógico, eu não podia deixar de ir já que nossa amizade já estava colorida, já havia rolado alguns beijos, e eu estava na dela, só não sabia se ela estava na minha. Cheguei na casa dela, conversamos, rimos, e etc. Estávamos a nos arrumar para dormir, fomos lanchar, na cozinha, nesse meio tempo, sem querer, pisei em seu pé e então como qualquer outra pessoa educada pedi desculpas, ela então aproveitou a deixa e disse que só com um beijo, e como boa moça, dei-lhe o beijo, alias, o suficiente para o clima esquentar. Conduzi-a para seu quarto, tirando sua blusa, logo, imprensou-me contra a parede e me beijou vagarosamente, com seus lábios macios e molhados. Fomos para a cama sem delongas, e eu, com medo e insegura, nervosa diria, não sabia muito o que fazer, apesar disso aquele momento era único, não deixei de aproveitar. Estava tudo perfeito, faltava tirar apenas as peças intimas, mas eu não tinha pressa, a noite era nossa, tirei seu sutiã e suguei seus seios algumas vezes, ela por ora, fez o mesmo, e sem hesitar tirou minha calcinha, no momento fiquei sem reação, e ela percebeu, me passou confiança e então deixei-a trabalhar, aos poucos ela colocava seus dedos em meu sexo e então brincava, fazia diversos movimentos... E é, a noite foi longa!
(S)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Desabafo II

     Bom, vim desabafar. Estou passando por uma situação dificil, assumi meu namoro pra minha familia, e lendo o post que eu escrevi como foi que me assumi dá pra imaginar o clima aqui em casa.
    Eu queria entender o porque a homossexualidade ainda é um tabu para algumas pessoas.
    Primeiramente eu acho que eu nunca disse aqui no blog o porque eu tenho especialmente esse blog, um voltado ao orgulho gay.
    Minha familia sempre foi bem preconceituosa em relação à isso, ou seja, fui criada em um ambiente preconceituoso, até brinco as vezes que eu vim pra pagar a lingua, um termo que eles tem aqui em casa é que se a criança tem um lado mais masculino (se for menina) ou feminino (se for menino) não concordo com isso, não acho que é quando a criança demonstre um lado mais assim já que existem mulheres que gostam de futebol e maquiadores super conceituados e nem por isso homossexuais, pra mim isso é puro machismo.
    O real motivo de'u ter esse blog é porque EU TENHO ORGULHO DE SER GAY. No começo minha auto-aceitação não foi fácil, - nenhum pouco- pelo fato de ter sido criada no ambiente em que eu vivia, mas acho que apartir do momento em que você tem convicção do que você gosta e o que você quer fica mais fácil. Acho que pra dar orgulho a gente tem que sentir orgulho do que somos. Claro que, em algumas familias isso é mais dificil, inclusive na minha - Eu sempre tento ver o ladso da familia, sabe é importante a empatia, assim como para nós (gays) não é fácil sair na rua e ficarem te olhando e julgando "olha, ela é sapatão" tambem não é facil para os nossos pais, mas não justifica o comportamento estupido de alguns deles, porque apartir do momento que sua mãe diz "parabens filha, pô deve ser bem dificil tenha orgulho de si porque enfrentar preconceito não é fácil" fica mais fácil cara, bem mais.
Ontem eu estava dando "uma aula" na minha sala, porque eu ainda estudo -risos- e dá pra ver que ainda existe MUITO preconceito, e tem uma puta diferença entre OPÇÃO e ORIENTAÇÃO mas as pessoas não entendem isso, incrivel, incrivelmente ridiculo.
    Bom, como eu contei tudo pra minha familia quem mais me surpreendeu foi minha mãe, ela foi a quem menos julgou, na verdade ela até aceitou numa boa, já que o resto da familia ja tinha feito o favor de me julgar, risos. Ela até gostou da minha namorada! Ela disse que o fato de eu ser gay, não ia me fazer mais filha ou menos filha, gostei muito quando ela disse isso.
    A minha aparencia é de quase um menino, alguns até chegam a perguntar se sou um, mas me visto assim porque eu me sinto bem, nunca fui dessas que gostavam muito de se maquiar, isso não quer dizer que eu deixo de ser feminina. Acredito que não seja forma de vestir, não é sua sexualidade, não é sua cor, não é seu cabelo, ou qualquer outra coisa que a sociedade usa pra rotular as pessoas que fazem o carater, é o que tem ai dentro, é o conteúdo que você carrega, e eu de verdade gostaria MUITO que a sociedade entendesse isso. Orgulhe-se do que você é, porque se você não se orgulhar nem se amar ninguém vai fazer isso por você. Tenha certeza que você é muito mais homem/mulher por se assumir quem você é e sofrer tanto preconceito dentro e/ou fora de casa.
    "Você tem o direito de falar o que pensa mas não tem o direito de julgar quem não conhece"

domingo, 26 de agosto de 2012

O esteriótipo entre os meninos.



     Fui questionado pelo meu pai, em mais uma de nossas conversas sobre minha orientação sexual, a seguinte questão: ''Filho, você jogou bola, assiste futebol, é fanático pelo seu time, sempre frequentou lugares sem homossexuais, fez natação, joga video-games com jogos violentos, ouve rock igual a mim e gosta de lutas; como você pode ser homossexual e me explicar que isso não é uma fase?'' - um tanto quanto intrigante, não?

    Não creio que seja uma questão simples para nossos pais que tiveram uma criação em uma geração diferente que a nossa, por isso, temos que tentar adaptar nossa linguagem e ideias para convence-los. Quando meu pai me questionou isso, eu poderia ter arregalado os olhos e encarado com um jovem que sabe que isso é algo normal, mas até mesmo os mais jovens hoje tem uma ideia errada de como é ser um garoto homossexual.

    Todos veem garotos homossexuais como verdadeiros pequenos carros alegóricos, cheios de purpurina, aonde nunca param e também nunca querem cessar as coisas que mais gostam; uma vida sem limites. Quando isso é só mais um esteriótipo criado por nossa sociedade e infectado com a mídia. Quantas novelas retrataram um homem homossexual sem ser um cabeleireiro, designer de moda ou empregado particular de uma madame podre de rica e esnobe? A maioria dos diretores destas novelas tem o argumento - ''Queremos integrar os homossexuais na história para mostrar que é algo normal na nossa sociedade ainda homofóbica'' - mas acabam por passar uma imagem estereotipada e que faz alguns terem ideias erradas do que é ser homossexual.

    Eu tenho 16 anos de idade e me chamo Renan Hideyoshi, e respondi meu pai que tem 60 anos desta forma: ''Pai, o senhor pode tentar colocar justificativas para seda-lo da dor de saber que tem um filho homossexual, mas isso não é de hoje e nem de ontem. Eu fiz todas estas coisas porque, de fato, gosto de cada uma delas. Para que eu seja homossexual, eu não preciso afinar minha voz, ter uma vida sem limites e andar rebolando, isso foi uma imagem errada que lhe passaram. Basta ser eu mesmo, amando uma pessoa do mesmo sexo'' - sempre estive seguro de minha resposta, afinal, namoro um menino no qual amo muito e enfrento tudo por ele, inclusive a distância. E desde pequeno, sabia que eu gostava de outros garotos, mas isso é assunto pra outra postagem.

   Você muitas vezes será julgado, garoto, se for homossexual e algumas vezes surgirão comentários se você é como eu: ''Cara, você é o gay mais macho que eu conheço'' - seus gostos podem definir algumas ideias e ideais, porém não interfere em sua orientação sexual completamente.

Querem ter uma ideia de como orientação não define gostos, aparências e afins? Vejam esse documentário que deveria ser mais um daqueles a passar em Rede Aberta:


Somos únicos, diferentes, nossa semelhança é apenas uma: amamos.

Arigato gozaimasu

sábado, 25 de agosto de 2012

Orientação sexual ou opção sexual?



      Quando nascemos, não sei porque diabos pré-determinam que sejamos hetero mesmo assim você não opta ser hetero, pré-suponho, porque é o ‘normal’, mas o que é normal pra mim pode não ser normal pra você, acho que não tem um conceito de “certo, errado, normal” absoluto.

       Opção sexual, logo quando alguém diz OPÇÃO é algo que você opta, ou deveria ser isso, no contexto... Bem, é diferente você se sentir atraído por uma pessoa e ficar com ela por ficar, já é outra coisa você gostar de verdade da pessoa, e botar a cara na sociedade e se assumir por isso, existe gente que opta ser bissexual por exemplo, optar é diferente de você ser ‘uma coisa’.

        Já a orientação sexual é quando você nasce com aquilo, porque creio eu que ninguém vai meter a cara na sociedade e ir falar que é homossexual apenas pra sofrer preconceito, seria meio sem lógica. Discordo com a teoria do modismo, eu acho que diferente de moda, o homossexualismo tem sido um pouco mais aceito e então as pessoas se sentem mais à vontade para poder se ‘revelar’ digamos assim. Embora o pré-conceito seja grande ainda, está mais aceita, digamos.

         Bem a finalidade deste post é deixar bem claro para algumas pessoas que existe sim a diferença de optar e ser.

        ...Eu acho que quando se trata desse assunto a maioria das pessoas tem opiniões diferentes... 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012



Caros leitores,

             Voltei com o blog a ativa, irei postar pelo menos uma vez na semana. Eu estava tirando um tempo pra mim, aconteceram algumas coisas e eu estava até fora de casa (risos) estou bem melhor comigo mesma, precisava disso... E enfim...
            Hoje irei falar sobre o homossexual aceito em casa (algumas postagens abaixo eu falei sobre os não aceitos, inclusive falei sobre a minha história).
Conversei com algumas pessoas. And, here go!

            1º Depoimento: Neto Pinheiro, 18 anos. Balneário Camboriú, Santa Catarina.

            Neto diz que, sua experiência no começo se assumindo foi conturbada, “eu sempre fui muito ‘viado’ sabe, nunca nem fiquei com uma mina antes do reveillon do ano passado, mas a primeira vez que eu fiquei com um menino foi com 14 anos (com meu primo)... Hahaha, e tipo eu nunca cheguei nos meus pais e disse "eu sou homossexual" porque eu nunca tinha achado necessário, sabe” Há um ano e meio sua mãe o descobriu, quis bater no mesmo, sua mãe o descobriu deu o prazo de uma semana para ele sair de casa... “ ’Bom mãe se é isso que tu queres, ótimo’ no mesmo dia liguei pra minha avó e pedi pra morar lá um tempo, no dia que eu saí da casa da minha mãe, ela não estava em casa, tinha ido na igreja e eu fui sem me despedir e sem dizer pra onde eu tava indo. Mais ou menos uma hora depois, ela me liga e pergunta aonde eu estou, me ligou chorando, disse que se arrependia e e eu disse que era tarde que eu ia morar com a minha avó e fazer faculdade...” Então sua mãe lhe chama pra morar com ela quase todos os dias que os dois se falam, o resto da família sempre o aceitou bem... Depois ela foi ficando conformada, ela sabe que eu saio pra boates gays todo sábado, e agora eu e ela temos uma relação bem melhor. Eu acho que o amor fraternal sempre vence todas as barreiras do preconceito” ▬ Hoje em dia Neto mora sozinho e sua mãe lhe ajuda dando mandando um pouco de dinheiro para despesas, entre outros.


2º Depoimento: Bom, ela pediu para não dizer o nome, mas é uma garota e tem 16 anos.

“Então, eu sempre tive curiosidade desde pequena, e quando minhas amigas, que sempre foram mais velhas, trocavam de roupa na minha frente eu ficava sem graça de olhar, mas não conseguia evitar, então com 12 anos beijei uma amiga na boate. Não parei mais e meus pais descobriram e ficaram super chateados e desaprovaram, eu era bem nova, mas ate o ano passado eles não sabiam que eu ficava frequentemente com garotas. Me apaixonei por uma garota hetero, me apaixonei por ela e comecei a perceber que eu realmente gostava de meninas, não era bobeira. E eu comecei a contar pros meus pais e eles  ainda não estavam totalmente confortáveis com a situação, e esse ano eles estavam mais abertos em relação a isso... Foi quando eu comecei a namorar a Natalia, e contei mesmo, e assumi ela pra família, e eles aceitam conversam com ela normalmente, minha mãe conhece ela, e é super ‘de boa’.. eles ‘zoam’ bastante com ela e com meus amigos homossexuais, a chamam pra tudo que tem aqui em casa ou pra sair e essas coisas.” Ela diz também que no dia que contou à seu pai que estava namorando “ele ficou calado por um tempo, depois virou pra mim todo animado: ‘Minha filha, é bom que você não fica grávida’” Logo depois ficou uma semana sem dirigir a palavra, depois decidiu ir ao seu quarto e... “ele disse que me amava de qualquer jeito, chorou, e falou que fica orgulhoso pela minha coragem”

3º Depoimento: Edmo, 18 anos.

“Foi quando eu tinha 11 anos. Na época eu tinha um orkut, porém não tinha nenhum familiar "adicionado" era só amigos e etc. Até que um dia minha irmã que é casada foi na casa de uma família que era amiga da nossa. Chegando lá, ela viu minha amiga mexendo no orkut, exatamente no meu perfil, curiosa demais já fez minha amiga sair do pc e começou a futricar no meu perfil e acabou descobrindo... Que eu conversava com garotos e etc. Ela chegou em casa, de fininho e me pegou no orkut, apenas minimizei a janela e fingi que não tinha nada demais até que ela virou pra mim e perguntou: Que história é essa que você é gay? .. Eu sem saída, e como não consigo ficar quieto ou de cabeça baixa quando alguém grita comigo, simplesmente virei para ela e falei: ‘é isso mesmo, eu sou gay! Por quê?’ Ela começou a gritar, falar que eu tinha que gostar de mulher, que isso era uma doença blábláblá. Minha mãe tava de boa, achando que era brincadeira ou que era apenas uma fase. Depois disso minha irmã contou pra cidade inteira e ficamos sem nos falar por 2 anos. Hoje em dia o relacionamento com todo mundo é super tranquilo. Até conto as novidades e as fofocas pra ela.”

Eu sei que para alguns pais, deve ser bem difícil essa situação, pra gente já é, para os pais então... Lidar com fofoca, preconceito e tudo mais. Mas não justifica o comportamento agressivo ou ignorante da parte de alguns... A partir do momento em que você veste a camisa “amo meu filho não importa a sexualidade dele, vou estar sempre ao seu lado” a situação muda por completo, e se torna MUITO mais fácil enfrentarmos o preconceito fora de casa.
            Três pessoas que tem bom relacionamento com os pais me deram o depoimento. Estou muito agradecida com isso, sem eles não seria possível escrever o post.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Desabafo


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Vocês já perceberam que se tratando de relacionamentos gays as coisas podem ser bem mais intensas? Amar se torna uma lei, um vicio, como se a única coisa que precisasse é apenas deixar alguém feliz, aquele alguém que faz seu coração bater mais rápido, o SEU ALGUÉM.
Quando o namoro tem um fim a dor não é diferente, parece que a gente sofre como nunca, como se nada pudesse ser pior. Muitos dizem que somos diferentes, e quer saber? SIM, NÓS SOMOS DIFERENTES. Diferentes por se entregar de verdade, por amar sem medo de ser feliz.
Se ser gay é ser O ''ESTRANHO'' eu tenho todo o orgulho de dizer...
EU SOU E S T R A N H O DEMAIS!


por: L.Portela