domingo, 6 de dezembro de 2015

Transexualidade

Vejo hoje, muito tabu relacionado à transexualidade. Transexuais sofrem muito preconceito, tanto no meio heterossexual quanto no meio LGB-T – o que é assustador, já que lutamos por respeito, e no dia-a-dia modos de sermos inseridos em sociedade sem sofrer preconceito–, mas vejo também, que falta conhecimento e empatia. Através dessa percepção eu decidi entender como é a vivência de pessoas transexuais (não há modo melhor de tentar se colocar no lugar do outro, ouvindo sua própria história), e passar para as pessoas um pouco disso, tentando assim, desconstruir preconceitos. Irei dividir esse tema em algumas postagens, nao decidi quantas ainda.


O que é transexualidade?
"Refere-se à condição do indivíduo que possui uma identidade de gênero diferente da designada ao nascimento e apresenta uma sensação de desconforto ou impropriedade em relação ao seu sexo anatômico, manifestando o desejo de viver e ser aceito como sendo do gênero oposto. Comumente, os homens e as mulheres transexuais optam por transição para o gênero oposto através de intervenção médica (terapia de reposição hormonal e cirurgia de redesignação sexual (CRS)).
Transexualidade na história:
Os primeiros registros de transexualidade foi em meados do século XX, basicamente aceita como uma "síndrome" pelo médico Harry Benjamin, um médico alemão emigrado para os EUA.
A transexualidade era tratada como um transtorno mental, na qual o paciente não se identificava com o sexo anatômico, comparado inclusive com a esquizofrenia, a diferença dada era que na transexualidade não havia nenhum distúrbio delirante. Devido a não haver nenhum registro científico –assim como a homossexualidade–, era considerado uma condição comportamental, acreditava-se na cura através de tratamento psiquiátrico.
A "inovação" da cirurgia de resignação sexual chegou na década de 50, junto dela a possibilidade de uma nova "construção de identidade" sexual, e de obter-se para ela uma sanção social, com direitos referentes: casamento, inseminação artificial, ou de parceria, adoção. Apenas em 1997 o Brasil permitiu que houvesse realização de cirurgias de transgenitalizaçao em pacientes transexuais no país. A intervenção cirúrgica passou a ser legítima no Brasil desde que o paciente apresente os critérios necessários para a realização da mesma e o tratamento siga um programa rígido, que incluí a avaliação de uma equipe multidisciplinar e acompanhamento psiquiátrico por no mínimo dois anos, para a confirmação do diagnóstico de transexualidade."
Através dessa pesquisa eu conclui que ainda hoje, a transexualidade, infelizmente, é tratada como uma doença, um estado comportamental.

Entenda:

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