Se assumir ou não?! Antes dos 18, obrigação dos pais manterem
os filhos em casa, ou seria certo?! As vezes se assumir não é algo tão ruim, alguns
pais aceitam os filhos, muitas vezes nem tanto.
Muitos tem medo de se assumir ou sair do armário por
preconceito que ouvem no dia-a-dia, comentários vindo dos pais. Muitos não se
assumem antes dos 18 ou às vezes os pais descobrem antes, a vida vira um
inferno. Alguns pais acham que “é questão de fase” outros simplesmente não
aceitam, isso leva com que expulsem os filhos de casa ou até mesmo que batam,
castiguem...
Cadê o amor incondicional? E a parte: aceito meu filho como
ele é? Muito fácil dizer: “respeito os homossexuais” quando eles não estão
dentro da sua casa. Algumas vezes eles tem esse comportamento por medo de que o
filho sofra preconceito fora de casa, mas bem... não seria mais fácil bater no peito
e dizer que está com o filho pro que der e vier? Ou seria apenas decepção? Medo
do que as outras pessoas iriam dizer?
Vou contar como eu ‘me assumi’:
– Eu tinha 14/15 anos
não me lembro ao certo, quando minha mãe DESCOBRIU, não contei, rs. Foi
complicado porque ela viu um papel (pelo menos não saiu da boca de alguém
necessáriamente, acho que para os pais é mais difícil assim), ela chegou em mim
e perguntou, bom era um daqueles 'msn' de sala, no qual falava de uma guria que
eu ficava, bem... Foi horrivel né?! Ela brigou, chorou, na verdade eu me senti
um lixo, não é legal fazer a mãe chorar, nessas ela chamou minhas tias, que
ficaram horrorizadas, pelo fato de eu ter sido criada na igreja e nunca ter
tido um comportamento masculino...
Me ameaçaram demais, falaram que me deixariam de castigo,
que eu iria parar de sair... Me fizeram prometer que eu viraria 'hetero'.
Mentira que virei hetero porra nenhuma, sempre na escola eu
pegava e assim se sucedeu por mais um ano. Bom, foi no dia que bebi, tentei me
suicidar... Tenho depressão e não é fácil lidar, e sempre me senti a filha mais
jogada, na verdade sempre fui a "ovelha negra" da família, eu estava
sofrendo por uma garota (risos) e eu havia saído e tudo mais, bebi que passei
da conta, eu chegaria em casa cedo, bem era o que eu havia planejado e
prometido para minha mãe, era até eu beber demais, eu chorava, chorava demais,
tentei varias vezes me jogar na pista mas sempre me seguravam, até que desisti,
00:00 e eu ainda estava na rua, o que me deixava mais tensa, bom... Cheguei em
casa às 3 da manha, minha mãe super preocupada e eu mega bêbada, ela havia
achado um rascunho de uma carta que eu tinha feito pra mina e tudo mais, e me
perguntou, dai, eu falei tudo que sentia também, entre isso, tivemos várias
brigas, falei o que tinha ocorrido durante o tal role, hoje em dia ela sabe de
mim, mas não aceita, acha que é fase (quem dera fosse fase) mas a gente se
acerta um dia. –
Bom, os pais com certeza não estão preparados para enfrentar
algo do tipo, visto que, eles educam os filhos de uma forma padrão, para serem
seus futuros sucessores seria interessante o governo se mobilizar para
fazer palestras, para que não só os pais mas que todos apenas respeitem, em
pleno século XXI e um mundo tão globalizado há tanta hipocrisia e preconceito, acho
que a partir do momento em que você não está fazendo mal à ninguém “está tudo
certo”.
Li isso em um site achei interessante: “Deste modo, eu lhe
digo: e agora? E agora, aceite. Acostume-se. Seu filho é o que é, e o que ele é
vai muito além de uma extensão sua. Ele não é um robô, não é um projeto. É uma
pessoa com desejos próprios. Admire-o por isso. E não apenas "tolere"
sua preferência sexual. Respeite-a.”
Aos pais: aceite seu filho como ele é, pois se você criar
raiva, um dia pode ser tarde demais para pedir desculpas.
Bom, vi esse vídeo, depoimento de uma mãe, sobre seu filho gay, acho que toda mãe deveria ver, eu chorei muito, achei muito bonito da parte dela, enfim: http://www.youtube.com/watch?v=6n1nYVPQEEA

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